Lições de 2015

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Uma retrospectiva do meu ano para compartilhar com vocês um singelo percentual dessa avalanche de emoções que é a minha vida de expatriada.

2015, um ano de reencontro espiritual, descobrimento pessoal e amor.

Um ano que começou de maneira espetacular, com uma fugidinha de férias para a Indonésia. Descobri a gordice do Dunkin Donuts (vi a marca pela primeira vez na Indonésia – sim, me desculpem, eu não conhecia antes). Depois de um ano intenso de trabalho, nada mais justo que fugir do agito e correria, para curtir o marasmo e as paisagens singulares de uma região tão cheia de belezas naturais.

Recarregar as energias, e agradecer à Deus por tudo de bom, por cada amizade, cada batalha vencida. Sempre encontro em lugares assim, a paz e a presença de uma energia positiva, que vai muito além do nosso conhecimento.

De volta à rotina agitada, sentir mais uma vez o frio de Frankfurt e de Pequim batendo na pele. Sim, o ano de 2015 me trouxe tanto auto-descobrimento que passei a valorizar (ainda mais) cada sensação, cada momento que esta vida nos proporciona. Do marasmo de um pôr-do-Sol na beira da praia na Indonésia apreciando um drink, até os dedos congelando em meio a uma caminhada no centro de Frankfurt ao cair da noite, debaixo daquele chuvisco insistindo em gelar também a orelha… (o nariz já não se sente).

Mais uma maravilha do mundo, a muralha da China. Junto com os colegas chineses, pude descobrir esse monumento e entender porque chamam isso de “maravilha do mundo”. Algo inenarrável, uma imensidão indescritível. Até hoje as pessoas me perguntam sobre como é a muralha e eu só sei fazer aquela cara de paisagem…

Depois da correria em Shanghai, tive o prazer de passar calor também em dois países novos para mim na Ásia, Vietnã e Emirados Árabes Unidos. Conheci pessoas fantásticas em Ho Chi Minh, Vietnã, e descobri que apesar dos problemas enfrentados pelo país, eles tem um povo tão alegre quanto nós brasileiros.

Em Dubai, nos Emirados Árabes, estive no Burj Khalifa “At the top” (no topo to mundo). A maior plataforma de observação ao ar livre do mundo! Uma torre de mais de 828 metros de altura. Lá de cima percebi a grandeza das coisas simples de nossa vida, e simplesmente desejei que o mundo ali embaixo estivesse repleto de amor.

 

 

2015,

um ano de rever muitos dos meus conceitos. A forçada renúncia ao álcool. Um ano em que ganhei uma resiliência indescritível. Após um início de ano conturbado emocionalmente, conquistei um psicológico mais forte do que nunca.

Oficializar o segundo idioma, conquistando a certificação internacional de inglês. E me aprofundar na busca pelo terceiro idioma fluente (o diploma HSK3 em mandarim é meta para 2016). A constante batalha entre manter mente e corpo sadios em meio a tantos desejos, anseios e responsabilidades.

 

UNHabitatLogoBlack.png

 

No último semestre, me dediquei a devolver uma parte do aprendizado que tive até aqui. Foi então que me inscrevi para o programa de voluntários da ONU, aonde fui selecionada para contribuir para a tradução de documentos temáticos da UN Habitat III. Contribui para os papers sobre Habitação e Transporte e Mobilidade. Foram algumas noites em claro, e todo tempo vago (principalmente aquelas horas perdidas em viagens) foram dedicadas ao projeto. Aos 45 minutos do segundo tempo (dia 28/12/2015) recebo o feedback da instituição com agradecimentos por contribuir para “o reforço da capacidade das comunidades na identificação das prioridades de desenvolvimento local e as formas de enfrentá-los“. Pensa na minha cara de feliz!

2015 contou com uma tentativa frustrada de escrever um livro. Depois de conhecer tantas pessoas admiráveis nessa estrada, (alguns novos amigos que vieram para ficar) surgiu o desejo de colocar os heróis que conheci na vida real (e os vilões), de volta nos livros. Mas percebi que para essa história ficar boa de verdade, ainda teria que conhecer alguns heróis inspiradores na vida real… Então a história entrou em “stand by”.

Alguns sufocos, apenas para me mostrar como o orgulho não nos leva a nada. Abri os olhos para tanta coisa ruim que rodeia esse mundo e como as pessoas acabam ficando piores na busca de combater o mau. Às vezes acabam pior que o próprio mau em si. Coloquei em prática o que os meus mentores me ensinaram no decorrer dessa jornada, de combater o mau com o bem, e não me arrependo de nada que eu tenha feito neste ano de 2015. Entrei em 2015 munida de coisas boas, e sinto que todo bem que espalhei, (ou as críticas a que me calei) se não foram suficientes para fazer o bem ao próximo, ao menos fizeram um bem danado para a minha alma.

Para completar, em meio a turbulência desse ano, conheci alguém muito especial. Descobri meu coração de uma maneira que eu jamais poderia imaginar… Longe dos clichês, me apaixonei por uma pessoa que vive uma vida mais acelerada que a minha… O que me intrigou, e ao mesmo tempo me desarmou. Uma lição. De repente, era tudo ou nada. Era um amor que tem que ser entregue 100%, todos os dias. De repente, entrei em alerta para a efemeridade das nossas vidas, e que não posso correr o risco de passar um dia não tendo agido 100% com amor àqueles que estão ao meu lado. De repente não haviam dúvidas. Não haviam medos… Algumas prioridades se tornaram tão banais. Percebi uma coisa muito maior que eu mesma. E antes que eu pudesse ponderar sobre se era amor, percebi que meu coração já estava se entregando…

Um 2015 que me desarmou e me preparou com armas ainda mais fortes para 2016. E que sejam renovados os votos de que o amor, a paz, a compreensão e principalmente a felicidade estejam presentes na vida de todos neste ano que está por vir. Pois quem aprende a cultivar a felicidade dentro de si, encontra facilmente os caminhos para as outras virtudes.

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