Category Archives: Sweet China

My new trophy saloon 

Minha nova sala dos troféus 😊

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2016 – First chapter

Couldn’t be happier with my new life

In less than a week my life completely changed. After 2 months trying to negotiate at my former company about new working schedule or any better working conditions, I needed to take the tough decision to quit.

I could never have imagined that it would have been so tough. But I knew it was the right thing to do at the moment I got a good news from the University I was already studying my Masters degree. They got me a scholarship and so I needed to review my whole calendar and again, leave some things behind. My friends ask me, did your colleagues cried when you left? I say, nooooo, I did! hahaha

It was sad for me, because I have been working with amazing people in China for the past 3 years. And I learned so much from them. Even on those days I wanna kill someone at a meeting table, even those days are precious.

Anyhow, that was one day I simply said to myself: “enough”. I wasn’t feeling like they were caring enough, and I didn’t want that for my life anymore. No space for growth, and was an act of respect. I staid one day again with absolutely nothing to do in my apartment. And it didn’t make me comfortable. The next day everything changed. Suddenly I was at my new job, which is this incredible part time job at the University’s video lab and communication office. People are even more amazing, and that is making everything in my life go on smoother.  I am so lucky to have this opportunity. And in some point of view it can be really scaring because I am again leaving a city where I already knew everything. The pros and cons. Now everything is new again.

I like this feeling of freedom, which can be scary for some people or even seam some kind of craziness. But that’s how I learned to live my life. Letting go.

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Walking out from library (UMAC)

 

A oportunidade para o bem

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valhalrion.deviantart.com/

Viver “no exterior” não é uma questão de território, mas sim de estilo de vida. O que acontece é que quem sai uma vez do país, é forçado a entrar nesse modo. Mas você pode entrar no mesmo estilo de vida, sem sair do lugar.

Abrir a mente. Experimentar o diferente é uma habilidade. Além disso, a muito custo sempre exercitei a habilidade de ver o lado bom das coisas. Principalmente porque neste “modo” de vida, você vai ser obrigado a encarar vários desafios. Não é fácil, mas sempre há um lado bom. E imagine que um dia você esteja rodeado por coisas boas em todas as esferas de sua vida? Trabalho, família, amigos, conquistas e saúde?

Tudo já está ótimo. E só melhora.

Sou agradecida aos problemas que enfrentei, pois sei o quanto eles me tornaram a pessoa que sou hoje.

Toda a habilidade, requer prática. É um trabalho árduo e custa muitas decepções, e as vezes desgastes contra você mesmo. Mas por fim, quando você pára para refletir e percebe tudo de bom que construiu ao seu redor, o aprendizado que cada passo fora da sua zona de conforto lhe proporcionou, vê que vale a pena. Sair da zona de conforto, todo dia, alarga nossos horizontes. E aqui não se trata de uma questão territorial, mas ir além em pequenos atos do cotidiano. Trocar o espresso pelo capuccino. A coca pelo chá. O ônibus pela caminhada. Uma coisa hoje, e outra amanhã. E no final de uma semana, verá como construiu! Como seus dias passaram mais devagar e como pôde aproveitar mais. Faça algo por você (ou por alguém que ama) hoje, que o seu “eu” de amanhã poderá olhar pra trás e agradecer pela sua iniciativa. Isso é sair da zona de conforto, olhar além. Criar uma gota de bondade, e acreditar que a onda vai aumentar e fará um bem ainda maior a outra pessoa.

AMO um trecho do livro “Rules for a Knight” de Ethan Hawke que me remonta os meus tempos de escoteira quando era pequena. No livro, segundo um lendário cavaleiro, existe uma batalha terrível entre dois lobos. Um lobo é mau, ele tem ódio, é invejoso, triste, rancoroso, mesquinho, arrogante, sente pena de si, culpa, ressentimento, inferioridade, é mentiroso, tem falso orgulho, superioridade e ego. O outro é bom, ele é alegre, pacífico, amoroso, esperançoso, sereno, humilde, bondoso, benevolente, simpático, generoso, verdadeiro, apaixonado e cheio de fé. Os dois lutam pela sobrevivência, mas apenas um poderá vencer. A mesma batalha acontece dentro de nós. E sabe que lobo irá vencer essa batalha?

Aquele que você alimenta.

Por um dia, se cale a tudo que te impulsionar a agir com raiva, desprezo, frustração. Ignore. Mate de fome o lobo ruim, e se alimente das coisas boas que estão em cada situação ao seu redor.Até mesmo na própria situação ruim, sempre há um lado bom. Se alimente disso.

Ainda estou aprendendo a alimentar o lobo bom todos os dias. E o mais difícil, fechar a boca do faminto e esquelético lobo ruim. Acreditem, quanto mais faminto você deixar ele, mais alto ele vai uivar quando tiver a chance. Alimentar o lobo bom, todo dia, treina-lo e deixa-lo bem gordo. E ajudar aqueles ao meu redor a fazer o mesmo. Quando alguém oferece isca para o meu lobo ruim, custa muito sair da zona de conforto e ter a atitude oposta. Mas todas as vezes que saí feliz de qualquer evento, às custas de muito treinamento, o lobo do bem pulou mais alto para comer a isca.

Cercada por uma sociedade oportunista, fica ainda mais desafiador manter a ética e a moral e conquistar uma vida feliz. Quando o seu lobo da alegria está feliz e bem alimentado, pode desencadear a arrogância e inveja em pessoas ao redor. O desafio aqui de cada dia é não deixar as pessoas tóxicas drenarem a energia da vida feliz que você construiu com tanto empenho. Carpe diem.

Hong Kong – The Peak, parada obrigatória

A visita mais impressionante que eu fiz a Hong Kong foi sem dúvidas conhecer o The Peak, também conhecido por Victoria’s Peak. Quando você vier a Hong Kong, inclua esse ponto turístico no seu primeiro dia de visita (ou o primeiro dia em que o tempo estiver bonito).

Localizado na ilha de Hong Kong, é o seu ponto mais alto. A vista lá do topo é de tirar o fôlego. O Cenário é fantástico e de onde você pode ver muita natureza, em meio à tanta tecnologia e arranha-céus. Em um dia ensolarado você consegue ver toda península de Hong Kong até os novos territórios. E de noite a paisagem se tranforma pelas luzes da cidade colorindo o horizonte.

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(Crédito: Divulgação)

Lá em cima, faça a caminhada na Circle Walk, uma pista de 3.5km ao redor do The Peak onde se encontram os melhores mirantes. Você pode optar por fazer uma volta mais curta, ou até mesmo faze-la de trás para frente. O importante é tentar passar por diversos pontos, conforme seus limites físicos. *Leve sempre uma garrafa de água com você. No verão Hong Kong pode se tornar extremamente quente, e você não vai querer ter uma ensolação em seu passeio, não é?

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Depois da caminhada, você pode parar para tomar um café na The Peak Tower. Entrando no edifício, vire a direita e ande até o final, até encontrar um café, com a mais  privilegiada vista. Se você der sorte, conseguirá um lugar para se sentar bem em frente à janela. Essa experiência é indescritível, você precisa conferir.

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Você pode subir o The Peak de ônibus. Mas dificilmente você irá optar por desce-lo de ônibus, pois você pode fazer a viagem também de trem. Ele está presente nesse cenário há 120 anos, e lhe proporcionará cenários incríveis. Na base da montanha, você vai encontrar um museu onde poderá descobrir mais curiosidades sobre o simpático trem.

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Na estação de ônibus em Exchange Square pegue o ônibus 15 que leva ao The Peak
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Trem ou Tram, que leva ao topo do The Peak

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Leve uma garrafa de água com você durante todo o trajeto, o Sol em Hong Kong pode ser cruel! Vá com calçados confortáveis e se você estiver visitando o The Peak no verão, pode aderir à moda chinesa de usar lencinhos umedecidos para limpar a pele e deixá-la fresca sob o ar quente deste lugar!

• Dica:

Minha sugestão é de iniciar e passeio pegando o ônibus 15 na estação de ônibus na Exchange Square (próximo à estação de metrô MTR Hong Kong Station, saída D). Dessa maneira você vai conhecendo a cidade até chegar no seu destino.

Você pode encontrar mais informações aqui:

http://www.discoverhongkong.com/eng/see-do/highlight-attractions/top-10/the-peak.jsp

Lessons from 2015

[Veja o post em português]

A retrospective of my year to share with you a little bit of this emotional roller coaster that my expat life has became.

2015, a year of spiritual reencounter, personal discovery and love.

A year that has began in a spectacular way, with a short vacation escape to Indonesia. I found out the sweetness of Donkey Donuts (I saw this brand for the first time in Indonesia – yes, forgive me, shame on me, I did not know it before). After an intense year of work, there was nothing more fair than run away from this hustle and bustle, to enjoy the peace and the unique landscapes of a region so full of natural beauty.

Recharge the batteries, and praise to God for all the good things: every friendship, every battle won. In such places I always find peace and the presence of such a positive energy, that goes much beyond our knowledge.

Back to the busy routine, to feel once again the cold weather of Frankfurt and Peking touching my skin. Yes, the year of 2015 brought me so much self discovery that I started to value (even more) each sensation, each moment that this life provides us. From a calm sunset by the seashore in Indonesia, enjoying a drink, to the feeling of having my fingers freezing while walking in the center of Frankfurt, at nightfall, under a drizzle that insists in freeze also my ears… (my nose, I could not feel it anymore)

Another world’s wonder, the Great Wall of China. Together with my Chinese colleagues, I could discover this monument and understand why they call it a “world wonder”. Something I can not put into words, a greatness that is indescribable. Even nowadays people ask me about how was to be at the Great Wall and I only know how to reply with that “poker face”…

After the hustle in Shanghai, I had the pleasure to feel the very hot weather in another 2 different countries in Asia that I haven’t been before, Vietnam and United Arab Emirates. I got to know amazing people in Ho Chi Minh city, Vietnam and realized that despite the problems faced by the country, they have a very happy population, just like Brazil does.

At Dubai, United Arab Emirates, I was at the Burj Khalifa “At the top” (at the top of the world). The highest outdoor observation deck in the world! A tower with more than 828 meters high. From the top of that tower I could realize how big are the little details in our life, and simply wished that the world down there would be filled with love.

 

 

2015,

a year to review many of my concepts. The obligation to refrain from alcohol. A year where I found an incredible resilience. After a first semester emotionally troubled, I conquered an even stronger psychological.

To formalize the second language by conquering the international english certification. And deepen my studies to reach the third language (the HSK3 mandarin certification is a goal for 2016). The persistent battle to keep health for mind and body (and spirit) among so many desires, wishes and responsabilities.

 

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In this last semester, I dedicated myself to return a portion of all the learning I had so far. For so I signed up for the UN volunteer program, where I was picked to help with translation for Issue Papers from UN Habitat III. I could collaborate with 2 Issue Papers about Housing and Transport and Mobility. There were a few sleepless nights, and all the vacant time (specially that hours spent travelling) were dedicated to this project. At the 45 minutes of the second half (28/12/2015) I received the feedback from the institution with regards for my contribution for “enhanced capacity of communities to identify local development priorities and ways to address them“. Can you imagine how happy I am?

2015 also had my frustrating attempt to write a book. After meeting so many amazing people in this journey, (some new friends that just arrive to stay) appeared the desire of putting the heroes I met in real life (and the villains) back to the books. But I realized that for this story to become really good, I needed to meet some other heroes in real life… So the story staid in stand by.

Some struggles, just to show me how much pride does not lead anyone to anything. I opened my eyes for so many bad things surrounding this world and how people get intoxicated trying to get rid from an evil. Sometimes they end up even worst than the bad thing itself. I put into action what my mentors have taught me during this journey, by fighting bad with goodness, and I do not regret anything that I have done during this year of 2015. I entered 2015 full of good things, and I feel that all the good things I have shared, (or some critics that I ignored) if they were not enough to make another happy, at least they did an extremely good repair to my soul.

To complete, in the middle of this turbulence, I met someone so special. I found my heart in a manner that I would have never imagined I would someday… Far from the cliches, I fell in love for a person who lives a life in an even faster pace than I do… What puzzled me, and at the same time disarmed me. A lesson. Suddenly, it was all or nothing. It was a kind of love that needs to be given 100%, every day. Suddenly I went on a state of alert about the brevity of our lives, and that I can not risk to spend a day without acting with 100% of love with those around me. Suddenly there were no doubts. No fears… Some priorities became so trivial. I discovered something much bigger than myself. And before I could consider whether it was love, I realized my heart was already surrendering…

A 2015 that disarmed me and prepared me with even stronger ones for 2016. And hope that the wishes of love, peace, comprehension e mainly happiness will be again present in our lives in this new year to come. Because those who learn how to cultivate happiness inside themselves, will easily find the way to the other virtues.

[Veja o post em português]

Lições de 2015

[See post in english]

Uma retrospectiva do meu ano para compartilhar com vocês um singelo percentual dessa avalanche de emoções que é a minha vida de expatriada.

2015, um ano de reencontro espiritual, descobrimento pessoal e amor.

Um ano que começou de maneira espetacular, com uma fugidinha de férias para a Indonésia. Descobri a gordice do Dunkin Donuts (vi a marca pela primeira vez na Indonésia – sim, me desculpem, eu não conhecia antes). Depois de um ano intenso de trabalho, nada mais justo que fugir do agito e correria, para curtir o marasmo e as paisagens singulares de uma região tão cheia de belezas naturais.

Recarregar as energias, e agradecer à Deus por tudo de bom, por cada amizade, cada batalha vencida. Sempre encontro em lugares assim, a paz e a presença de uma energia positiva, que vai muito além do nosso conhecimento.

De volta à rotina agitada, sentir mais uma vez o frio de Frankfurt e de Pequim batendo na pele. Sim, o ano de 2015 me trouxe tanto auto-descobrimento que passei a valorizar (ainda mais) cada sensação, cada momento que esta vida nos proporciona. Do marasmo de um pôr-do-Sol na beira da praia na Indonésia apreciando um drink, até os dedos congelando em meio a uma caminhada no centro de Frankfurt ao cair da noite, debaixo daquele chuvisco insistindo em gelar também a orelha… (o nariz já não se sente).

Mais uma maravilha do mundo, a muralha da China. Junto com os colegas chineses, pude descobrir esse monumento e entender porque chamam isso de “maravilha do mundo”. Algo inenarrável, uma imensidão indescritível. Até hoje as pessoas me perguntam sobre como é a muralha e eu só sei fazer aquela cara de paisagem…

Depois da correria em Shanghai, tive o prazer de passar calor também em dois países novos para mim na Ásia, Vietnã e Emirados Árabes Unidos. Conheci pessoas fantásticas em Ho Chi Minh, Vietnã, e descobri que apesar dos problemas enfrentados pelo país, eles tem um povo tão alegre quanto nós brasileiros.

Em Dubai, nos Emirados Árabes, estive no Burj Khalifa “At the top” (no topo to mundo). A maior plataforma de observação ao ar livre do mundo! Uma torre de mais de 828 metros de altura. Lá de cima percebi a grandeza das coisas simples de nossa vida, e simplesmente desejei que o mundo ali embaixo estivesse repleto de amor.

 

 

2015,

um ano de rever muitos dos meus conceitos. A forçada renúncia ao álcool. Um ano em que ganhei uma resiliência indescritível. Após um início de ano conturbado emocionalmente, conquistei um psicológico mais forte do que nunca.

Oficializar o segundo idioma, conquistando a certificação internacional de inglês. E me aprofundar na busca pelo terceiro idioma fluente (o diploma HSK3 em mandarim é meta para 2016). A constante batalha entre manter mente e corpo sadios em meio a tantos desejos, anseios e responsabilidades.

 

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No último semestre, me dediquei a devolver uma parte do aprendizado que tive até aqui. Foi então que me inscrevi para o programa de voluntários da ONU, aonde fui selecionada para contribuir para a tradução de documentos temáticos da UN Habitat III. Contribui para os papers sobre Habitação e Transporte e Mobilidade. Foram algumas noites em claro, e todo tempo vago (principalmente aquelas horas perdidas em viagens) foram dedicadas ao projeto. Aos 45 minutos do segundo tempo (dia 28/12/2015) recebo o feedback da instituição com agradecimentos por contribuir para “o reforço da capacidade das comunidades na identificação das prioridades de desenvolvimento local e as formas de enfrentá-los“. Pensa na minha cara de feliz!

2015 contou com uma tentativa frustrada de escrever um livro. Depois de conhecer tantas pessoas admiráveis nessa estrada, (alguns novos amigos que vieram para ficar) surgiu o desejo de colocar os heróis que conheci na vida real (e os vilões), de volta nos livros. Mas percebi que para essa história ficar boa de verdade, ainda teria que conhecer alguns heróis inspiradores na vida real… Então a história entrou em “stand by”.

Alguns sufocos, apenas para me mostrar como o orgulho não nos leva a nada. Abri os olhos para tanta coisa ruim que rodeia esse mundo e como as pessoas acabam ficando piores na busca de combater o mau. Às vezes acabam pior que o próprio mau em si. Coloquei em prática o que os meus mentores me ensinaram no decorrer dessa jornada, de combater o mau com o bem, e não me arrependo de nada que eu tenha feito neste ano de 2015. Entrei em 2015 munida de coisas boas, e sinto que todo bem que espalhei, (ou as críticas a que me calei) se não foram suficientes para fazer o bem ao próximo, ao menos fizeram um bem danado para a minha alma.

Para completar, em meio a turbulência desse ano, conheci alguém muito especial. Descobri meu coração de uma maneira que eu jamais poderia imaginar… Longe dos clichês, me apaixonei por uma pessoa que vive uma vida mais acelerada que a minha… O que me intrigou, e ao mesmo tempo me desarmou. Uma lição. De repente, era tudo ou nada. Era um amor que tem que ser entregue 100%, todos os dias. De repente, entrei em alerta para a efemeridade das nossas vidas, e que não posso correr o risco de passar um dia não tendo agido 100% com amor àqueles que estão ao meu lado. De repente não haviam dúvidas. Não haviam medos… Algumas prioridades se tornaram tão banais. Percebi uma coisa muito maior que eu mesma. E antes que eu pudesse ponderar sobre se era amor, percebi que meu coração já estava se entregando…

Um 2015 que me desarmou e me preparou com armas ainda mais fortes para 2016. E que sejam renovados os votos de que o amor, a paz, a compreensão e principalmente a felicidade estejam presentes na vida de todos neste ano que está por vir. Pois quem aprende a cultivar a felicidade dentro de si, encontra facilmente os caminhos para as outras virtudes.

[See post in english]

Novo projeto

Assim que coloquei o pé na estrada, iniciei um blog de nome Chinaposts. O intuito era de compartilhar tudo que eu vivia na China. Porém a minha experiência foi ficando cada vez mais ampla, e os conteúdos passaram a não ser mais apenas “China”.

Logo aproveitei o espaço para treinar a minha escrita em inglês, alterei o nome do blog e comecei a compartilhar conteúdo nos dois idiomas sobre temas variados. Por causa do difícil acesso aos conteúdos de servidores como blogspot ou wordpress na China e outos países, resolvi iniciar um projeto mais amplo, um blog que tivesse um maior alcance e que me permitisse compatilhar conteúdos de diversos temas. Surgiu assim o myvaranda.

Considerando todos os acessos, desde o Chinaposts, o blog já possui mais de 10.000 acessos! Isso me encoraja a continuar escrevendo e compartilhando com vocês minhas experiências e percepções, enfim, o que se passa na minha varanda…

Arquivo: brunaposts.blogspot.com

 

Por falar em propaganda…

Ruas estreitas, entupidas de banners, cartazes, outdoors, e quando a noite cai, essas se convertem em infinitas luzes, painéis piscantes, de LED, uma marca querendo aparecer por cima da outra, essa é a descrição de Hong Kong, e de muitas cidades na China. Toda vez que ando pelas ruas me pego pensando, como uma marca consegue se destacar no meio de tantas? Numa cidade com uma população tão numerosa, não é de se surpreender que ações de marketing e promoções de venda aconteçam por todos os cantos. Existem mídias muito interessantes nas ruas que dificilmente vemos no Brasil.

A verdade é que, por mais que uma marca tenha grande potencial de ser visualizada por diversas pessoas em uma cidade tão grande assim, é que a maioria das pessoas passa correndo, seja nas ruas, no metrô, no porto. A maioria nem vai reparar na sua propaganda devido à poluição visual. Vemos muitas pessoas distribuindo panfletos nas saídas de metrô, por exemplo. Em Hong Kong, como o povo é educado, você não vai ver os flyers pelo chão (e também porque há multa – para os turistas desavisados). Mas é aí que entram as verdadeiras ações de marketing, que vão fazer você realmente consumir e se lembrar de uma marca.

Num desses envolvimentos com ação de marca, estava a americana “Fresh” que possui pelo menos 6 lojas em Hong Kong. Quando passei pela rua, vi um caminhão muito estiloso parado (bem estilo Hongkongnês) e aproveitando o clima natalino, a marca estava convidando pessoas a entrarem no veículo e tentarem a sorte na roleta para concorrer a brindes. Por não ter uma “muvuca” de pessoas fazendo fila naquele instante, resolvi entrar lá para bisbilhotar.

Conheci a marca e acabei ganhando um brinde. Um creme facial clareador (asiáticos adoram uma pele branca). A decoração, a música e até o perfume no interior do caminhão me deram uma sensação muito agradável, e agregaram uma imagem muito positiva para uma marca que eu tinha acabado de conhecer. Além dos brindes a marca também estava distribuindo vale descontos na compra de qualquer produto em suas lojas.

O maior desafio é fazer alguém parar, na movimentada Hong Kong para conhecer um produto novo, ou participar de uma promoção. Dentro das estações de metrô, percebi uma outra comunicação muito curiosa. Há um grande fluxo de pessoas nos metrôs da China, e a maioria não tira os olhos do celular enquanto se movimenta pela estação. Com isso, as propagandas instaladas não têm o mesmo impacto, mas as mobile tem um muito maior. Em meio à multidão, estava eu descendo uma escada concentrada no celular, e uma comunicação me chamou a atenção de imediato. Não era um pop-up. Reparei que em determinado momento “pulou” uma tarja preta e amarela no vão entre o celular que eu estava olhando e minha barriga. A tarja estava no chão, ao final de um degrau e me chamou a atenção de imediato, e por impulso, reparei aonde eu estava pisando. O próximo degrau mudava o padrão de tamanho. Se não fosse essa tarja sinalizando “atenção” eu iria acabar descendo os degraus de uma maneira muito menos elegante 😉

Tenho a sensação de que Hong Kong é um ponto de encontro entre a tecnologia e a necessidade de criar propagandas e estratégias de marketing de impacto para ter uma comunicação eficaz. Sem dúvidas é uma referência para outros países.

Texto original publicado em Dezembro 2013