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A oportunidade para o bem

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valhalrion.deviantart.com/

Viver “no exterior” não é uma questão de território, mas sim de estilo de vida. O que acontece é que quem sai uma vez do país, é forçado a entrar nesse modo. Mas você pode entrar no mesmo estilo de vida, sem sair do lugar.

Abrir a mente. Experimentar o diferente é uma habilidade. Além disso, a muito custo sempre exercitei a habilidade de ver o lado bom das coisas. Principalmente porque neste “modo” de vida, você vai ser obrigado a encarar vários desafios. Não é fácil, mas sempre há um lado bom. E imagine que um dia você esteja rodeado por coisas boas em todas as esferas de sua vida? Trabalho, família, amigos, conquistas e saúde?

Tudo já está ótimo. E só melhora.

Sou agradecida aos problemas que enfrentei, pois sei o quanto eles me tornaram a pessoa que sou hoje.

Toda a habilidade, requer prática. É um trabalho árduo e custa muitas decepções, e as vezes desgastes contra você mesmo. Mas por fim, quando você pára para refletir e percebe tudo de bom que construiu ao seu redor, o aprendizado que cada passo fora da sua zona de conforto lhe proporcionou, vê que vale a pena. Sair da zona de conforto, todo dia, alarga nossos horizontes. E aqui não se trata de uma questão territorial, mas ir além em pequenos atos do cotidiano. Trocar o espresso pelo capuccino. A coca pelo chá. O ônibus pela caminhada. Uma coisa hoje, e outra amanhã. E no final de uma semana, verá como construiu! Como seus dias passaram mais devagar e como pôde aproveitar mais. Faça algo por você (ou por alguém que ama) hoje, que o seu “eu” de amanhã poderá olhar pra trás e agradecer pela sua iniciativa. Isso é sair da zona de conforto, olhar além. Criar uma gota de bondade, e acreditar que a onda vai aumentar e fará um bem ainda maior a outra pessoa.

AMO um trecho do livro “Rules for a Knight” de Ethan Hawke que me remonta os meus tempos de escoteira quando era pequena. No livro, segundo um lendário cavaleiro, existe uma batalha terrível entre dois lobos. Um lobo é mau, ele tem ódio, é invejoso, triste, rancoroso, mesquinho, arrogante, sente pena de si, culpa, ressentimento, inferioridade, é mentiroso, tem falso orgulho, superioridade e ego. O outro é bom, ele é alegre, pacífico, amoroso, esperançoso, sereno, humilde, bondoso, benevolente, simpático, generoso, verdadeiro, apaixonado e cheio de fé. Os dois lutam pela sobrevivência, mas apenas um poderá vencer. A mesma batalha acontece dentro de nós. E sabe que lobo irá vencer essa batalha?

Aquele que você alimenta.

Por um dia, se cale a tudo que te impulsionar a agir com raiva, desprezo, frustração. Ignore. Mate de fome o lobo ruim, e se alimente das coisas boas que estão em cada situação ao seu redor.Até mesmo na própria situação ruim, sempre há um lado bom. Se alimente disso.

Ainda estou aprendendo a alimentar o lobo bom todos os dias. E o mais difícil, fechar a boca do faminto e esquelético lobo ruim. Acreditem, quanto mais faminto você deixar ele, mais alto ele vai uivar quando tiver a chance. Alimentar o lobo bom, todo dia, treina-lo e deixa-lo bem gordo. E ajudar aqueles ao meu redor a fazer o mesmo. Quando alguém oferece isca para o meu lobo ruim, custa muito sair da zona de conforto e ter a atitude oposta. Mas todas as vezes que saí feliz de qualquer evento, às custas de muito treinamento, o lobo do bem pulou mais alto para comer a isca.

Cercada por uma sociedade oportunista, fica ainda mais desafiador manter a ética e a moral e conquistar uma vida feliz. Quando o seu lobo da alegria está feliz e bem alimentado, pode desencadear a arrogância e inveja em pessoas ao redor. O desafio aqui de cada dia é não deixar as pessoas tóxicas drenarem a energia da vida feliz que você construiu com tanto empenho. Carpe diem.

Lições de 2015

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Uma retrospectiva do meu ano para compartilhar com vocês um singelo percentual dessa avalanche de emoções que é a minha vida de expatriada.

2015, um ano de reencontro espiritual, descobrimento pessoal e amor.

Um ano que começou de maneira espetacular, com uma fugidinha de férias para a Indonésia. Descobri a gordice do Dunkin Donuts (vi a marca pela primeira vez na Indonésia – sim, me desculpem, eu não conhecia antes). Depois de um ano intenso de trabalho, nada mais justo que fugir do agito e correria, para curtir o marasmo e as paisagens singulares de uma região tão cheia de belezas naturais.

Recarregar as energias, e agradecer à Deus por tudo de bom, por cada amizade, cada batalha vencida. Sempre encontro em lugares assim, a paz e a presença de uma energia positiva, que vai muito além do nosso conhecimento.

De volta à rotina agitada, sentir mais uma vez o frio de Frankfurt e de Pequim batendo na pele. Sim, o ano de 2015 me trouxe tanto auto-descobrimento que passei a valorizar (ainda mais) cada sensação, cada momento que esta vida nos proporciona. Do marasmo de um pôr-do-Sol na beira da praia na Indonésia apreciando um drink, até os dedos congelando em meio a uma caminhada no centro de Frankfurt ao cair da noite, debaixo daquele chuvisco insistindo em gelar também a orelha… (o nariz já não se sente).

Mais uma maravilha do mundo, a muralha da China. Junto com os colegas chineses, pude descobrir esse monumento e entender porque chamam isso de “maravilha do mundo”. Algo inenarrável, uma imensidão indescritível. Até hoje as pessoas me perguntam sobre como é a muralha e eu só sei fazer aquela cara de paisagem…

Depois da correria em Shanghai, tive o prazer de passar calor também em dois países novos para mim na Ásia, Vietnã e Emirados Árabes Unidos. Conheci pessoas fantásticas em Ho Chi Minh, Vietnã, e descobri que apesar dos problemas enfrentados pelo país, eles tem um povo tão alegre quanto nós brasileiros.

Em Dubai, nos Emirados Árabes, estive no Burj Khalifa “At the top” (no topo to mundo). A maior plataforma de observação ao ar livre do mundo! Uma torre de mais de 828 metros de altura. Lá de cima percebi a grandeza das coisas simples de nossa vida, e simplesmente desejei que o mundo ali embaixo estivesse repleto de amor.

 

 

2015,

um ano de rever muitos dos meus conceitos. A forçada renúncia ao álcool. Um ano em que ganhei uma resiliência indescritível. Após um início de ano conturbado emocionalmente, conquistei um psicológico mais forte do que nunca.

Oficializar o segundo idioma, conquistando a certificação internacional de inglês. E me aprofundar na busca pelo terceiro idioma fluente (o diploma HSK3 em mandarim é meta para 2016). A constante batalha entre manter mente e corpo sadios em meio a tantos desejos, anseios e responsabilidades.

 

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No último semestre, me dediquei a devolver uma parte do aprendizado que tive até aqui. Foi então que me inscrevi para o programa de voluntários da ONU, aonde fui selecionada para contribuir para a tradução de documentos temáticos da UN Habitat III. Contribui para os papers sobre Habitação e Transporte e Mobilidade. Foram algumas noites em claro, e todo tempo vago (principalmente aquelas horas perdidas em viagens) foram dedicadas ao projeto. Aos 45 minutos do segundo tempo (dia 28/12/2015) recebo o feedback da instituição com agradecimentos por contribuir para “o reforço da capacidade das comunidades na identificação das prioridades de desenvolvimento local e as formas de enfrentá-los“. Pensa na minha cara de feliz!

2015 contou com uma tentativa frustrada de escrever um livro. Depois de conhecer tantas pessoas admiráveis nessa estrada, (alguns novos amigos que vieram para ficar) surgiu o desejo de colocar os heróis que conheci na vida real (e os vilões), de volta nos livros. Mas percebi que para essa história ficar boa de verdade, ainda teria que conhecer alguns heróis inspiradores na vida real… Então a história entrou em “stand by”.

Alguns sufocos, apenas para me mostrar como o orgulho não nos leva a nada. Abri os olhos para tanta coisa ruim que rodeia esse mundo e como as pessoas acabam ficando piores na busca de combater o mau. Às vezes acabam pior que o próprio mau em si. Coloquei em prática o que os meus mentores me ensinaram no decorrer dessa jornada, de combater o mau com o bem, e não me arrependo de nada que eu tenha feito neste ano de 2015. Entrei em 2015 munida de coisas boas, e sinto que todo bem que espalhei, (ou as críticas a que me calei) se não foram suficientes para fazer o bem ao próximo, ao menos fizeram um bem danado para a minha alma.

Para completar, em meio a turbulência desse ano, conheci alguém muito especial. Descobri meu coração de uma maneira que eu jamais poderia imaginar… Longe dos clichês, me apaixonei por uma pessoa que vive uma vida mais acelerada que a minha… O que me intrigou, e ao mesmo tempo me desarmou. Uma lição. De repente, era tudo ou nada. Era um amor que tem que ser entregue 100%, todos os dias. De repente, entrei em alerta para a efemeridade das nossas vidas, e que não posso correr o risco de passar um dia não tendo agido 100% com amor àqueles que estão ao meu lado. De repente não haviam dúvidas. Não haviam medos… Algumas prioridades se tornaram tão banais. Percebi uma coisa muito maior que eu mesma. E antes que eu pudesse ponderar sobre se era amor, percebi que meu coração já estava se entregando…

Um 2015 que me desarmou e me preparou com armas ainda mais fortes para 2016. E que sejam renovados os votos de que o amor, a paz, a compreensão e principalmente a felicidade estejam presentes na vida de todos neste ano que está por vir. Pois quem aprende a cultivar a felicidade dentro de si, encontra facilmente os caminhos para as outras virtudes.

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A Bela e o Pássaro

Era uma vez uma andorinha que se dizia sem coração. Um dia ela conheceu um passarinho despedaçado e resolveu ajuntar suas peças, sem ele saber. Fazer um mosaico de suas migalhas.

Ela gostava de coisas quebradas. Ele mal sabia que não estava voando.

Para ela, se não houvesse nada quebrado, não havia nada para ser amado. Já havia deixado vários pedaços dela mesma pelo caminho. Mas isso não a destruira. A deixara mais leve. Mais livre. Quanto menos partes, mais pronta para amar alguém com poucos pedaços.

E ela não se preocupara. Podia voar um pouco lascada. E sabia que um dia algum passarinho não iria se importar com seus pedaços a menos.

Aprendendo a juntar os cacos, ela aprendeu a regenerar os próprios. Foi colando as peças. Hora achava um pedaço do passarinho, hora regenerava um dela.

Os outros sabiam que aquilo não dava certo. “Um galho quebrado, nunca é o mesmo” – diziam. Mas ela não se importava. Se não fosse ela, ninguém mais tentaria.

Quando o passarinho se deu conta, não estava mais em pedaços. E agora percebia que mal tentara usar suas asas.
E que alguns de seus cacos eram, na verdade, os dela. Ao alçar voo percebeu que estava inteiro, e que podia voar muito mais alto que a andorinha. Porém, voando alto, os cacos entrelaçados machucavam a andorinha, sem ela saber.

Então ele percebeu que não poderia voar sozinho. Decidiu aproveitar a viagem.

E não revelar para ela que ele havia roubado as suas lascas.

Saudade – an unique word from Portuguese language. A poetry of a deep meaning word

Saudade

Saudade is a feeling.

It is a girl, a female word.

A noun you own, and you feel…

It is a deep nostalgy, sad and happy feelings at the same time.
A hopeful feeling which fills in your heart and mind.

Saudades can come in plural or singular.
It means the same but it feels so different…

It is the certainty that you have lived a happy moment, and now you miss it.
It also brings you the craven wish to go back in time to relive that memory.

It is missing someone…

It means that you don’t want to be apart from someone anymore.

You can “be with” saudade.
Being with saudade means that you posses it.

You can say you feel it, – for a moment – but the state of “being with” saudades it’s deeper and means that it is really following you.
No matter where you go, or who you are with, “saudade” is also there.
To have” saudade, kind of means you own it. But for sure it’s not something you feel proud of having conquered.
It more often means somebody else owns – or stole – a piece of you.

That explains why we say that we have saudades “from” someone…

Moreover, you can kill saudade.
Literally kill it.

Just like thirst is killed by drinking,
saudade is killed by meeting again the person you missed. But be careful, once it is dead, it will reborn.
Stronger

Though sometimes you are unable to kill it as you can not go back in time or the beloved thing may be too far away from your sight – but not from your heart.

But for the faithful knows,
saudade will not last forever.